Wish I knew back then, what I know now. Wish I could somehow go back in time and maybe listen to my own advice.
quarta-feira, 17 de setembro de 2014
segunda-feira, 21 de julho de 2014
sábado, 19 de julho de 2014
sexta-feira, 18 de julho de 2014
sábado, 28 de junho de 2014
Você é a confusão da qual eu preciso
“Você vai fugir de novo? Você foge, mas não percebe que está correndo em círculos. Apaga mesmo o telefone dele, mas você decorou, né? você pensa “Chega, da um basta nisso”, mas está com medo de amanhã sentir falta, acertei? Ou você joga tudo para o ar, ou então tenta, mas tenta uma, duas, três, dez vezes se você quiser, mas lembra, você sempre volta da onde parou. Tá vendo?Isso que é ele, confusão. Confusão, paixão, destruição, sei lá, no fim das contas tudo é bom, mesmo que seja com palavras ruins. Tá vendo? A resposta é você mesmo, sim e sim, mas e o medo? vai deixar ele te atrapalhar?”
— Sophia CCI, discutindo comigo mesmo. Bell Paulino
— Sophia CCI, discutindo comigo mesmo. Bell Paulino
“Aos poucos eu percebi,
Que se apaixonar é inevitável, e que as melhores provas de amor são as mais simples. Um dia percebemos que o comum não nos atrai, e que ser classificado como bonzinho não é bom. Um dia percebemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você. Um dia saberemos a importância da frase: “Você se torna eternamente responsável por aquilo que cativa”. Um dia percebemos que somos muito importante para alguém, e que não damos valor a isso! Que homem de verdade não é aquele que tem mil mulheres, mas aquele que consegue fazer uma única mulher feliz! Enfim… um dia descobrimos que apesar de viver quase um século, esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para beijarmos todas as bocas que nos atraem, para dizer tudo o que tem de ser dito. O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras!”
— Mario Quintana
Que se apaixonar é inevitável, e que as melhores provas de amor são as mais simples. Um dia percebemos que o comum não nos atrai, e que ser classificado como bonzinho não é bom. Um dia percebemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você. Um dia saberemos a importância da frase: “Você se torna eternamente responsável por aquilo que cativa”. Um dia percebemos que somos muito importante para alguém, e que não damos valor a isso! Que homem de verdade não é aquele que tem mil mulheres, mas aquele que consegue fazer uma única mulher feliz! Enfim… um dia descobrimos que apesar de viver quase um século, esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para beijarmos todas as bocas que nos atraem, para dizer tudo o que tem de ser dito. O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras!”
— Mario Quintana
“Sobre todas as coisas que eu deveria ter feito, mas não fiz.
Eu deveria ter lido tudo o que podia enquanto tinha tempo e não sabia.
Eu deveria ter aproveitado mais dos meus amigos quando eles ainda não tinham smartphones.
Eu deveria ter amigos que não têm smartphones
Eu quase não tenho mais do que me lembrar.
Eu deveria ter olhado pro céu enquanto eu não achava isso uma grande besteira
porque o céu não muda de posição
e se eu olhar pra ele agora ou daqui a vinte anos, de qualquer forma não vou conseguir decorar a posição de cada estrela.
Deveria ter mandado aquele trabalho pro inferno e reprovado de ano
porque eu sempre odiei matemática
e eu poderia dizer ao mundo que odeio matemática
porque o mundo ainda não me obrigava a ser um idiota adestrado.
O mundo não. Talvez, só a minha mãe.
Eu não deveria ter apagado do meu mp3 aquela música melosa que eu só gostava do refrão e nunca parava pra escutar completamente. Eu queria escutar de novo, mas não lembro o nome.
Eu deveria ter dito mais nãos na minha vida
não para garotas que só chupam a minha alma
não para garotas que chupam tudo, menos a minha alma.
Mas ainda há coisas que eu posso evitar.
eu posso evitar fazer um pós-doutorado
eu posso evitar acordar daqui a 50 anos sem saber que eu existo
eu posso evitar acordar daqui a 40 anos sem saber o que fazer pra existir
eu posso evitar acordar daqui a 30 anos sem saber por que todo mundo existe, menos eu
eu posso evitar acordar daqui a 10 anos sem saber quem é que realmente existiu na minha vida
eu posso evitar acordar amanhã sem saber quando eu vou existir
acontecer
quando eu vou brotar
e me pôr
me gerar
me parir.
Eu deveria ter assistido mais filmes quando eu não me identificava tanto assim com todos os azares que acontecem com os protagonistas
quando eu não sabia que me identificava mais nas falas dos vilões
Eu deveria ter comprado pelo menos um pássaro numa petshop e aberto a gaiola na frente do vendedor
porque naquele tempo eu não sabia que estava ajudando no tráfico de animais.
Eu contribuiria com a liberdade daquele único pássaro que morreria amassado nas patas de um gato dias depois.
Passarinhos mortos são as coisas mais tristes que podem aparecer na vida de alguém.
É tão triste que podia ser um elogio. Você é tão poético quanto um passarinho morto. Você é tão bonito quanto um passarinho morto. Você é tão passarinho quanto um morto.
Eu poderia ter comido mais churros e me olhado menos no espelho
poderia ter ficado esperando quando você me disse pra ir embora
eu poderia ter calado a boca e guardado mais segredos
Desabafado menos.
continuaria sofrendo só pra mim, entende? como os budistas
o sofrimento individual
o egoísmo edificante
dos budistas, ateus, protestantes e umbandistas. o sofrimento de si.
Poderia entender que o amor é uma coisa bizarra
que eu nem vou falar muito aqui
porque amar é uma coisa que eu deveria ter feito, sim
mas eu fiz demais
e amor
eu fiz de menos.
Poderia não ter rido de alguém que estivesse pior do que eu, porque nunca se sabe o dia de amanhã
Eu, por exemplo. não sabia. Infelizmente, eu não sabia.
se soubesse, não mudaria nada. mas como eu não sei, sempre tem uma coisinha ou outra que eu gostaria de mudar.
Eu deveria ter amado o cobrador de ônibus que me deseja bom dia
Eu deveria também ter amado as pessoas que seguram as minhas coisas quando não tem mais lugar pra mim
e dizer: Ei, cara, eu tava me sentindo sozinho, mas você me basta. Obrigado por segurar o meu peso.
porque isso realmente basta pra curar a solidão de alguém.
Eu deveria ter me declarado mais, mesmo com o risco de levar um chute.
Ido pra mais shows escondido, me ferrado mais.
Ter pedido menos desculpas. Eu odeio pedir desculpas. Abaixar a cabeça não é comigo e nunca foi
desculpo porcaria nenhuma
porque a culpa é dessa legião de camisinhas estouradas que me rodeia
pessoas indesejadas
sonhos indesejados
traumas indesejados
e Freud enlouqueceria agora.
Eu deveria ter tido um desejo de criar uma escola nova onde ninguém fosse obrigado a fazer provas de literatura. (e uma faculdade onde ninguém precisaria falar em público)
porque eram um saco
mas eu só tinha o desejo de tirar notas boas
sem saber exatamente o motivo, mas de tirar notas boas e impressionar as pessoas que pagavam a mensalidade do melhor colégio da cidade
onde eu fui suspenso por beijar na boca no recreio.
Passei de ano sem entender uma vírgula de literatura. E sem entender porque o poema no Drummond não poderia significar aquilo que eu sentia que significava. Mas não tinha essa opção na prova. E eu nunca me importei, quando eu deveria ter me importado.
Eu passei no vestibular e não sei dizer eu te amo sem me importar com a resposta.
Eu deveria ter falado mais ao celular quando eu não sabia que falar ao celular seria uma das coisas mais raras do mundo
e não é nenhum vício em whatsapp
é porque eu não tenho pra quem ligar mesmo.
Aquele alguém que eu gostava tanto, mas tanto, tanto mesmo, e eu briguei e não lembro o motivo
é no colo desse alguém que eu deveria ter deitado e chorado mais vezes
assim, mesmo sem ter pra que chorar
chorar como forma de dizer adeus. chora, que dói menos.
Silêncio como forma de eternizar uma saudade
uma futura saudade.
Eu deveria ter um dívida enorme com aquelas pessoas que eu magoei por causa de orgulho
Eu deveria, mas não devo.
Eu deveria ter ido menos vezes ao zoológico
porque aquilo é desumano
ou melhor, é humano demais.
todas aquelas vidas encarceradas
diariamente assistidas
mantidas através de alimentos e exibição gratuita
Deus deveria ter transformado a terra numa coisa mais original do que o inferno.
sobre as coisas que eu não deveria ter feito, mas fiz:
sofrer
escrever
crer
ver
e só.”
— Cinzentos
Eu deveria ter lido tudo o que podia enquanto tinha tempo e não sabia.
Eu deveria ter aproveitado mais dos meus amigos quando eles ainda não tinham smartphones.
Eu deveria ter amigos que não têm smartphones
Eu quase não tenho mais do que me lembrar.
Eu deveria ter olhado pro céu enquanto eu não achava isso uma grande besteira
porque o céu não muda de posição
e se eu olhar pra ele agora ou daqui a vinte anos, de qualquer forma não vou conseguir decorar a posição de cada estrela.
Deveria ter mandado aquele trabalho pro inferno e reprovado de ano
porque eu sempre odiei matemática
e eu poderia dizer ao mundo que odeio matemática
porque o mundo ainda não me obrigava a ser um idiota adestrado.
O mundo não. Talvez, só a minha mãe.
Eu não deveria ter apagado do meu mp3 aquela música melosa que eu só gostava do refrão e nunca parava pra escutar completamente. Eu queria escutar de novo, mas não lembro o nome.
Eu deveria ter dito mais nãos na minha vida
não para garotas que só chupam a minha alma
não para garotas que chupam tudo, menos a minha alma.
Mas ainda há coisas que eu posso evitar.
eu posso evitar fazer um pós-doutorado
eu posso evitar acordar daqui a 50 anos sem saber que eu existo
eu posso evitar acordar daqui a 40 anos sem saber o que fazer pra existir
eu posso evitar acordar daqui a 30 anos sem saber por que todo mundo existe, menos eu
eu posso evitar acordar daqui a 10 anos sem saber quem é que realmente existiu na minha vida
eu posso evitar acordar amanhã sem saber quando eu vou existir
acontecer
quando eu vou brotar
e me pôr
me gerar
me parir.
Eu deveria ter assistido mais filmes quando eu não me identificava tanto assim com todos os azares que acontecem com os protagonistas
quando eu não sabia que me identificava mais nas falas dos vilões
Eu deveria ter comprado pelo menos um pássaro numa petshop e aberto a gaiola na frente do vendedor
porque naquele tempo eu não sabia que estava ajudando no tráfico de animais.
Eu contribuiria com a liberdade daquele único pássaro que morreria amassado nas patas de um gato dias depois.
Passarinhos mortos são as coisas mais tristes que podem aparecer na vida de alguém.
É tão triste que podia ser um elogio. Você é tão poético quanto um passarinho morto. Você é tão bonito quanto um passarinho morto. Você é tão passarinho quanto um morto.
Eu poderia ter comido mais churros e me olhado menos no espelho
poderia ter ficado esperando quando você me disse pra ir embora
eu poderia ter calado a boca e guardado mais segredos
Desabafado menos.
continuaria sofrendo só pra mim, entende? como os budistas
o sofrimento individual
o egoísmo edificante
dos budistas, ateus, protestantes e umbandistas. o sofrimento de si.
Poderia entender que o amor é uma coisa bizarra
que eu nem vou falar muito aqui
porque amar é uma coisa que eu deveria ter feito, sim
mas eu fiz demais
e amor
eu fiz de menos.
Poderia não ter rido de alguém que estivesse pior do que eu, porque nunca se sabe o dia de amanhã
Eu, por exemplo. não sabia. Infelizmente, eu não sabia.
se soubesse, não mudaria nada. mas como eu não sei, sempre tem uma coisinha ou outra que eu gostaria de mudar.
Eu deveria ter amado o cobrador de ônibus que me deseja bom dia
Eu deveria também ter amado as pessoas que seguram as minhas coisas quando não tem mais lugar pra mim
e dizer: Ei, cara, eu tava me sentindo sozinho, mas você me basta. Obrigado por segurar o meu peso.
porque isso realmente basta pra curar a solidão de alguém.
Eu deveria ter me declarado mais, mesmo com o risco de levar um chute.
Ido pra mais shows escondido, me ferrado mais.
Ter pedido menos desculpas. Eu odeio pedir desculpas. Abaixar a cabeça não é comigo e nunca foi
desculpo porcaria nenhuma
porque a culpa é dessa legião de camisinhas estouradas que me rodeia
pessoas indesejadas
sonhos indesejados
traumas indesejados
e Freud enlouqueceria agora.
Eu deveria ter tido um desejo de criar uma escola nova onde ninguém fosse obrigado a fazer provas de literatura. (e uma faculdade onde ninguém precisaria falar em público)
porque eram um saco
mas eu só tinha o desejo de tirar notas boas
sem saber exatamente o motivo, mas de tirar notas boas e impressionar as pessoas que pagavam a mensalidade do melhor colégio da cidade
onde eu fui suspenso por beijar na boca no recreio.
Passei de ano sem entender uma vírgula de literatura. E sem entender porque o poema no Drummond não poderia significar aquilo que eu sentia que significava. Mas não tinha essa opção na prova. E eu nunca me importei, quando eu deveria ter me importado.
Eu passei no vestibular e não sei dizer eu te amo sem me importar com a resposta.
Eu deveria ter falado mais ao celular quando eu não sabia que falar ao celular seria uma das coisas mais raras do mundo
e não é nenhum vício em whatsapp
é porque eu não tenho pra quem ligar mesmo.
Aquele alguém que eu gostava tanto, mas tanto, tanto mesmo, e eu briguei e não lembro o motivo
é no colo desse alguém que eu deveria ter deitado e chorado mais vezes
assim, mesmo sem ter pra que chorar
chorar como forma de dizer adeus. chora, que dói menos.
Silêncio como forma de eternizar uma saudade
uma futura saudade.
Eu deveria ter um dívida enorme com aquelas pessoas que eu magoei por causa de orgulho
Eu deveria, mas não devo.
Eu deveria ter ido menos vezes ao zoológico
porque aquilo é desumano
ou melhor, é humano demais.
todas aquelas vidas encarceradas
diariamente assistidas
mantidas através de alimentos e exibição gratuita
Deus deveria ter transformado a terra numa coisa mais original do que o inferno.
sobre as coisas que eu não deveria ter feito, mas fiz:
sofrer
escrever
crer
ver
e só.”
— Cinzentos
quinta-feira, 26 de junho de 2014
quarta-feira, 25 de junho de 2014
segunda-feira, 23 de junho de 2014
segunda-feira, 9 de junho de 2014
quarta-feira, 4 de junho de 2014
sexta-feira, 30 de maio de 2014
Esperança
"Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E — ó delicioso voo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança…
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA…"
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E — ó delicioso voo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança…
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA…"
(Mario Quintana)
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