sábado, 1 de junho de 2013

poem

“A gente fala, mas não se escuta.
Dá as mãos, mas não se une.
Quer mudança, mas não luta.
Julga, mas não é imune.

A gente caminha, mas erra o passo.
Toca, mas troca o verso.
Somos nós, querendo virar laço.
De um jeito torto, pelo lado inverso.

A gente quer bem, mas faz mal.
Quer sorrir, mas tem coração sensível.
Sente palavras duras, com sorriso afável.
Esquece o que outrora, punível.

A gente sente medo do frio,
mas de gente, não aceita calor.
Odeia o lado esquerdo vazio.
Mas mantém, para evitar a dor.”

— Agora um poema. Luana Piol

Nenhum comentário:

Postar um comentário